Os pagamentos eletrônicos tornaram-se não apenas uma tendência de alta nos últimos dez anos, mas também um diferencial no mercado para muitos setores. Segundo um estudo do Instituto de Contadores Públicos da Inglaterra e do País de Gales (ICAEW), o número de pagamentos diários feitos por meio de cartões no Reino Unido aumentou de 15,7 milhões em 2004 para 31,6 milhões em 2014 e, para o ano de 2024 é estimado que estejam em 52,5 milhões por dia.

Não há dúvida de que a Internet, o comércio eletrônico (e-commerce) e os dispositivos móveis revolucionaram a maneira como pagamos e também a maneira como fazemos negócios.

O que podemos esperar nos próximos anos? O ICAEW aponta, apenas para mencionar algumas tendências:

Mais e melhores dispositivos para receber pagamentos: veremos uma evolução dos pontos de venda tradicionais (maquininhas de pagamento), onde os smartphones terão uma presença maior graças aos dispositivos seguros para leitura de cartões.

Pagamentos mais rápidos: qualquer coisa que facilite o gerenciamento de nossas vidas é bem-vinda: pagamentos sem fio por meio de cartões e smartphones que só precisam se aproximar do terminal de pagamento graças a tecnologias como NFC (Near-Field Communication).

Muito mais pagamentos móveis: o smartphone como uma carteira digital. (Ex: PicPay, Mercado Pago, etc.)

Mais e melhores plataformas de pagamento: as plataformas de pagamento se tornarão canais naturais para colocar produtos e serviços.

Obviamente, isso significa mudanças drásticas que as áreas financeira e contábil das empresas devem assimilar rapidamente. Não estamos apenas testemunhando um crescimento acelerado de registros por via eletrônica, mas também um número maior de fontes de dados e uma maior probabilidade de exceções e erros na identificação desses pagamentos.

Apenas no ano passado (2018), a consultora Deloitte apresentou uma pesquisa com executivos e financiadores de alto nível, na qual destacaram que a confiança nos dados financeiros foi principalmente reduzida por erros humanos: 41% dos entrevistados não confiam completamente a precisão de seus dados financeiros, devido a erros humanos que ocorrem quando há processos manuais. 36% dos financistas estimaram que a correção e identificação desses erros e os ajustes necessários levam entre 9 e 10 dias por mês, o que significaria até 114 dias perdidos por ano para corrigir erros.

Quando comparamos esses dados com os crescentes volumes de informações que as áreas financeiras devem tratar apenas por meio de método de pagamento, não é estranho que as financeiras tenham afirmado que, em média, exigem seis dias ou mais para realizar o fechamento do mês e vinte dias ou mais para o final do ano.

O fato é que as tarefas manuais continuam sendo o calcanhar de Aquiles das áreas financeiras: mais de 76% das organizações pesquisadas disseram que continuam realizando atividades como conciliações contábeis e consolidação de informações manualmente e com ferramentas “caseiras” tais como base conciliadores contábeis e consolidação de dados baseadas em e-mails e planilhas.

Daí a importância de soluções como a Conciliac para as áreas financeiras de uma ampla variedade de negócios: sendo uma ferramenta RPA (Robotic Process Automation), é capaz de replicar tarefas manuais, como a coleta de arquivos de origem, transformação e normalização de dados, data matching e conciliação de dados, por meio de automações facilmente programáveis ​​por analistas financeiros por meio de interfaces gráficas. O resultado é um aumento impressionante na velocidade e eficácia das áreas, reduzindo erros humanos e fornecendo informações confiáveis.

Quando vemos à distância o crescimento do número de transações apenas a partir dos meios de pagamento (lembre-se, de 15 milhões diariamente via cartão em 2004 para 52 milhões em 2024), entendemos os 114 dias perdidos na solução de erros humanos e processos manuais. Portanto, o valor da tecnologia que Conciliac traz às empresas vai além da automatização de processos manuais: tornou-se uma peça estratégica para enfrentar o crescimento maciço de informações, permitindo que as organizações dimensionem suas capacidades operacionais, sem alterar os sistemas núcleo do negócio.

 

 

Autor: Jorge Oropeza

Referências

“The future of payments”, ICAEW (The Institute of Chartered Accountants in England and Wales), 2016
https://www.icaew.com/-/media/corporate/files/technical/information-technology/technology/185-the-future-of-payments.ashx

“Digital CFO: Process Automation in Financial Closing and Reporting”, The CFO Program, Deloitte
https://www2.deloitte.com/content/dam/Deloitte/cn/Documents/finance/cn-finance-cfo-breakout-digital-controllership-digital-finance-en-190507.pdf

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